Os relatos de visitantes de outros mundos, conhecidos desde os tempos bíblicos, têm sido alvo de infindáveis especulações sobre a verdadeira natureza de tais visitantes. Mas, como diz o autor Whitley Strieber, essas especulações não têm de ser feitas ao acaso: podem ser cuidadosas e sistematizadas. Seguem-se algumas das suas sugestões.
Os visitantes podem ser:
de outro planeta ou planetas
da Terra, mas tão diferentes de nós que até hoje não os reconhecemos sequer como reais
de outro espaço-tempo, isto é, de outra dimensão
desta dimensão no espaço, mas não no tempo. Não podemos pôr de parte a viagem no tempo
de dentro de nós, partindo da ideia de que os deuses que criámos passam a ser reais pelo facto de os termos criado, ideia que tem um certo fascínio irónico para um intelectual moderno
um efeito secundário de um fenómeno natural. Talvez hajam determinadas anomalias electromagnéticas que desencadeiam no nosso cérebro um determinado efeito alucinatório, levando a que pessoas muito diferentes tenham experiências tão similares que parecem o resultado de encontros com o mesmo fenómeno físico
um aspecto da espécie humana. Temos uma antiquíssima tradição de vida para além da morte. E talvez tenhamos realmente essa pós-morte, mas não precisamente no modo sugerido pela tradição. Talvez nós sejamos larvas e os 'visitantes' sejam seres humanos sob uma forma amadurecida. A verdade é que consumimos os recursos do planeta com a avidez de uma lagarta a devorar os vegetais
Ao fim e ao cabo, o destino de todas as formas de vida do planeta pode depender da maneira como enfrentamos esta questão crítica. Como Strieber aponta, a nossa prática actual de consumir desenfreadamente os recursos do planeta não nos abre um grande futuro. A nossa espécie tem de alterar radicalmente a sua evolução para que nós e os outros seres com que partilhamos o planeta sobrevivamos. Talvez seja este o momento de abrirmos os processos secretos e facultarmos essa informação ao homem comum. Talvez assim os terráqueos possam juntar as suas esperanças e os seus medos e encetar um diálogo com os nossos vizinhos distantes. E talvez possamos, então, dar os primeiros passos para tomarmos consciência do nosso lugar no Cosmos.